Caso Isaac: Autor do crime é condenado a 14 anos e 8 meses de reclusão

PICOS - Martim Borges da Silva foi condenado à 14 anos e 8 meses de prisão em regime pelo crime de homicídio doloso do menino Isaac José Lu...

PICOS - Martim Borges da Silva foi condenado à 14 anos e 8 meses de prisão em regime pelo crime de homicídio doloso do menino Isaac José Luz de Sousa, morto por um tiro de espingarda em 2014, aos oito anos, em frente de casa, no bairro Pedrinhas. O tribunal do júri popular teve início às 9h20, da quinta-feira (07), e a juíza da 5ª Vara Criminal , Nilcimar Rodrigues de Araújo Carvalho, leu a sentença às 2h20 da madrugada desta sexta-feira (08).

Martim Borges da Silva foi  condenado a 14 anos e 8 meses de reclusão. (Foto: Canabrava News)
O advogado Maycon Luz, assistente de acusação, disse que o crime estava comprovado através de prova pericial. "Está comprovado que o acusado usou uma arma, sem ter autorização para isso, utilizando um projétil impróprio para aquela arma, direcionado ela para onde estava brincando uma criança", frisou.

O advogado da defesa, André Lages, disse que a aplicabilidade da pena tecnicamente está correta. "O tribunal do júri que decidiu. Acho que hoje foi feito justiça. A tese da defesa entende que foi homicídio culposo, mas prevaleceu o homicídio doloso, visto que a decisão foi do júri. 

O advogado frisou ainda que a defesa não irá recorrer da sentença. "A sentença teve uma aplicabilidade técnica normal, o júri transcorreu com bastante harmonia, houve um respeito muito grande entre as partes, acho que é esse tipo de justiça que nós operadores do direito procuramos. Estamos satisfeitos, fizemos nosso trabalho, prevalece a justiça da sociedade, representada pelo júri", disse. 



André Lages comentou ainda que Martim Lages se conformou com a sentença dada. "Na audiência ele deixou bem claro isso. Ele sabia que era uma situação que houve uma comoção social muito grande, moveu a morte de uma criança. É claro que uma sentença jamais irá suprir a falta que essa criança faz para os pais, então ele sabe que houve o crime na modalidade culposa, mas não foi esse o entendimento, o entendimento técnico é do dolo eventual, quando de certa forma você assume o risco por uma conduta que você poderia ter evitado. A sentença foi justa, e nós da defesa não vamos nos manifestar, não vamos recorrer a sentença, acho que a justiça sai ganhando, acima de tudo", finalizou.

Com informações do Portal O Povo

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