Bombeiro alerta sobre risco de afogamentos

A morte do ator Domingos Montagner, da Rede Globo, por afogamento no Rio São Francisco, na última quinta-feira (15), reacendeu o aler...



A morte do ator Domingos Montagner, da Rede Globo, por afogamento no Rio São Francisco, na última quinta-feira (15), reacendeu o alerta sobre os riscos de banhistas teresinenses que usam as águas dos rios Poti e Parnaíba para se refrescarem, principalmente neste período mais quente do ano - prática que se repete em diversos municípios do Estado.

No entanto, é possível o banhista aproveitar as águas da cidade sem que o lazer termine em tragédia. O Corpo de Bombeiros do Piauí dá algumas orientações que, se seguidas corretamente, diminuem as chances do banhista ser vítima de afogamento, tanto nos rios como em lagos, lagoas, açudes, mar e até piscinas.

Os cuidados são simples e fáceis de serem seguidos: não se afastar da margem dos rios (ou riachos, lagoas, etc.), andar sempre acompanhado de alguém, não ingerir bebida alcoólica antes de entrar na água, preferir locais em que a água seja transparente, não se aproximar muito do trecho em que a parte do corpo acima de cintura fique submersa.

É comum também os populares afirmarem que há lugares mais perigosos que os outros, mas o major Egídio Brito, relações públicas do Corpo de Bombeiros, entende diferente. “O que existe de fato é a falta de cuidado. Todo trecho do rio é perigoso se o banhista não fizer a prevenção necessária”, frisa. 

O major Egídio Brito, do Corpo de Bombeiros. (Foto: Assis Fernandes / O DIA)
Correnteza e “abismos” enganam banhistas 

O movimento constante da areia submersa de rios faz aparecer “abismos” debaixo d’água. Esses “buracos” acabam potencializando os riscos de acidentes, pois pegam o banhista de surpresa. 

“Dessa forma, é comum o banhista estar caminhando dentro de um rio e, de repente, cair em um ‘buraco’. Isso acontece porque o ‘piso’ do rio não é linear como o do mar, em que à medida que a pessoa vai se afastando da água, este aumenta o nível”, explica o major Egídio Brito.

Outro erro bastante comum dos banhistas é não observar a correnteza do rio. “A pessoa só percebe a força da correnteza quando vai contra o sentido dela. Enquanto ele estiver no mesmo sentido, não percebe sua velocidade. E, quando se dá conta que se afastou muito da margem, tenta voltar, mas a correnteza não deixa”, alerta.



Fonte: Portal O Dia

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