Vaqueiros realizam cavalgada em defesa da vaquejada em Picos

PICOS - A decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última quinta-feira (06) que derrubou uma lei do Ceará que regulamentava ...


PICOS - A decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última quinta-feira (06) que derrubou uma lei do Ceará que regulamentava a vaquejada não foi bem recebida pelos vaqueiros de todo o Brasil. Em Picos, a categoria realizou uma cavalgada na manhã desta terça-feira em defesa da prática esportiva que faz parte da cultura nordestina.  
Vaqueiros protestam contra o fim da vaquejada em Picos . (Foto: Antonio Rocha)
A concentração dos vaqueiros e defensores do esporte aconteceu na junção da Avenida Severo Eulálio com a BR 316. Em seguida uma enorme cavalgada, que foi acompanhada por vários caminhões e veículos de menor porte, seguiu pela Avenida Deputado Sá Urtiga em direção ao Centro da cidade.

Durante a manifestação os vaqueiros exibiram faixas em apoio a modalidade esportiva. “Vaquejada é família, Vaquejada é cultura, Vaquejada é o sonho das crianças nordestinas”, estava escrito em uma faixa.

“É uma decisão que a gente não concorda por conta de que não foi feita uma análise, um conhecimento mais profundo sobre a nossa cultura. A nossa cultura é centenária, que passa de pai para filho, e o Nordeste não vive hoje sem vaquejada, pois é uma cultura nossa que precisa ser preservada”, analisou um dos organizadores da manifestação em Picos, empresário, Doriedson Vieira.

Ele informou que anualmente cerca de quatro mil vaquejadas são realizadas no Nordeste movimentando, segundo o mesmo, recursos na ordem de R$ 600 milhões de reais, fora leilões e outras atividades. O empresário rechaçou ainda que os animais sofram maltrato por conta do esporte.

“Hoje existem várias associações que regulam a vaquejada e ela tem regras. Hoje existem os protetores de cauda dos bois que envolvem o rabo para não quebrar o rabo do boi, é proibido ao vaqueiro tocar no boi, é proibido chicotear cavalo, o chicote foi totalmente abolido e os donos de parques e organizadores de evento já são conscientes das regras e isso está sendo posto em prática”, pontuou Doriedson.

Na avaliação do empresário, com toda essa mobilização que está sendo realizada hoje será possível reverter a decisão do STF. “Acredito que sim, porque diante dessas manifestações todo mundo está vendo a importância da vaquejada seja como cultura, esporte e atividade que gera emprego e renda”, concluiu.

Apesar de se referir ao Ceará, a decisão servirá de referência para todo o país, sujeitando os organizadores a punição por crime ambiental de maus tratos aos animais. No Piauí, a vaquejada foi regulamentada por lei, em 2012 como prática esportiva e cultural do Estado.


Com informações do DiaadiaPicos 

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