Família mantém tradição do reisado em São João da Canabrava

SÃO JOÃO DA CANABRAVA – Na família do seu José Antonio de Sousa, 54 anos, mais conhecido como José Valdivino, a tradição de “brincar o re...


SÃO JOÃO DA CANABRAVA – Na família do seu José Antonio de Sousa, 54 anos, mais conhecido como José Valdivino, a tradição de “brincar o reisado” vem sendo repassada de geração em geração. Desde a adolescência o agricultor participa da “Festa de Reis” e mantém viva a herança deixada pelo pai, o saudoso Antonio Valdivino. 


Festa de Reis na vila Brejo, em São João da Canabrava. (Foto: Antonio Rocha)
“Comecei com 13 anos, meu pai e meus tios já brincavam, eles diziam que desde as eras de 40 que brincavam. Eles ficaram velhos e pararam e nós ficamos sem brincar, mas depois nós reunimos essa turma de Aparecia, Barão, Luís Quinco, e voltamos a brincar novamente, mas paramos por um tempo e agora estamos com intensão de voltar o reis”,  acrescentou.   

Para celebrar o Dia de Reis, comemorado no dia 06 de janeiro, o grupo liderado por seu José Valdivino, se reuniu na noite de ontem na casa do agricultor José Miguel Bezerra Filho, na vila Brejo, em São João da Canabrava.  

O agricultor Raimundo Lino da Rocha, mas conhecido como Barão, é outro que segue a tradição deixada pelo pai, o seu Lino Manoel da Rocha, já falecido. 

“Na minha família, o meu pai tinha o prazer de receber a brincadeira do reisado. Há muitos anos eu brinco. Essa é uma cultura que não deveríamos esquecer, coisa que meu pai e meus irmãos deixaram e enquanto eu puder eu vou continuar”, disse. 

Raimundo Lino da Rocha segue tradição do pai. (Foto: Antonio Rocha)
O repentista Antonio Veloso ressalta que para ser mantida, a Festa de Reis, assim como outras manifestações populares, precisa de incentivo do poder público. “É muito bom manter a tradição, mas temos dificuldades com o pessoal da atualidade, a juventude. A Secretaria de Cultura da nossa cidade deveria incentivar não só essa festa, mas outras culturas”, pontuou. 

Repentista Antonio Veloso cobrou apoio para as manifestações culturais. (Foto: Antonio Rocha)
Mas no depender do seu José Valdivino a festa seguirá por muito tempo. É que ele está ensinando os dois filhos mais novos, Frâncico José, de 18 anos, e Paulo, de apenas 12 anos. “Pra mim é uma brincadeira abençoada e eu gosto muito. Estou colocando os meus filhos para brincar para ver se eles pega o rumo e eles estão bem interessados para dá continuidade à tradição”, finalizou.  

Na apresentação desta sexta-feira (06) o José Francisco participou como “careta”, que é um dos personagens principais da reisado. “Quero continuar para manter a nossa tradição”, disse. 

Antonio Valdivino ensina aos filhos o que aprendeu com o pai. (Foto: Antonio Rocha)

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A Festa de Reis 

O Reisado é uma festa popular introduzida no Brasil pelos portugueses no período colonial e ainda hoje realizada em muitas cidades. O nome é dado aos festejos realizados por grupos que cantam os chamados ternos entre o Natal e o Dia dos Reis Magos, ou Dia de Reis (6 de janeiro), muitas vezes acrescentando às cantorias cenas baseadas em um enredo sobre o nascimento de Jesus e homenagens aos Três Reis Magos. Em geral, as festas são realizadas na rua, como procissões.

Uma das principais características do reisado são os trajes usados pelos participantes, em geral roupas muito coloridas, chapéus, fitas e espelhinhos.

fOutra característica diz respeito à estrutura da festa. A maioria dos reisados festejados no Brasil transcorre segundo o mesmo roteiro: abertura da porta, entrada, louvação do Divino, chamadas do rei, peças de sala, danças, a guerra, as sortes, a despedida.

Com informações do site www.escola.britannica.com.br/  



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