Família cobra justiça após morte de agricultor que foi baleado durante assalto

SÃO JOÃO DA CANABRAVA – A família de Raimundo Marcelino de Carvalho, de 73 anos, está inconformada com a morte do agricultor, ocorrida na...


SÃO JOÃO DA CANABRAVA – A família de Raimundo Marcelino de Carvalho, de 73 anos, está inconformada com a morte do agricultor, ocorrida na noite da última sexta-feira (23), no Hospital Regional Justino Luz, em Picos, onde estava internado após ter sido baleado por dois assaltantes.

Valdinéia Carvalho. (Foto: Antonio Rocha)
De acordo com a filha da vítima, Valdinéia Carvalho, na terça-feira (20), o pai estava na roça, quando foi surpreendido por dois homens que anunciaram o assalto e em seguida dispararam duas vezes contra o agricultor. Inicialmente o agricultor achou que era uma brincadeira e chegou a falar com os assaltantes “Deixem de brincadeira comigo”, teria dito.

O fato aconteceu por volta de cinco horas da manhã na Serra Alta, zona rural do município de São João da Canabrava. Os assaltantes levaram a moto do agricultor, uma Fan 125.

“Ele recebeu voz de assalto e viu que era duas pessoas mas não conseguiu identificar, uma delas estava armada e disparou dois tiros, um no abdômen e outro na nádega, logo após isso ele caiu, e os rapazes entraram na casa e reviraram tudo”, disse.

Segundo Valdinéia, depois de ter sido atingido, o pai dela chegou a se fingir de morto para evitar que ao criminosos o executassem. “Foram lá o chutaram, ficaram mexendo no corpo dele e ele se fingiu de morto, então ele escutou o barulho da moto, quando ficou tudo calmo, ele levantou-se foi até a porta da casa, quando entrou na casa ele caiu”, relatou.

Os vizinhos escutaram os disparos e prestaram socorro a vitima, que mesmo ferida,  chegou lúcido em casa e foi encaminhado às pressas para o Hospital Regional Justino Luz.  Valdinéia foi avisada pela mãe que sobre o assalto.

“Minha mãe me ligou e disse ‘filha vem pra casa, seu pai foi baleado’ e eu quase não acreditei, cheguei lá e ele estava na calçada, então levamos ele para o hospital e quando ele chegou lá, arrumaram uma maca pra ele, o médico o atendeu pediu pra fazer os primeiros procedimentos”, acrescentou.

Raimundo Marcelino de Carvalho.

Valdinéia disse que chegou a pensar que o seu pai não sobreviveria. “Até então eu achava que não iria sobreviver, pois estava muito fraco, ele não teve muita perca de sangue, mas foi pro centro cirúrgico à cirurgia foi feita com sucesso ele ficou entubado, mas achei que ele ficou entubado por pouco tempo”, afirmou.

Na noite da última sexta-feira (23) o seu Raimundo não resistiu à gravidade dos ferimentos e veio a óbito. Indignada com a forma que o seu pai foi morto, Valdinéia fez um desabafo.

 “Eu acho que foi uma judiação muito grande, fizeram injustiça com meu pai, por que quando ele disse que era uma brincadeira eu achei que era uma criança inocente, por que ele não tinha noção do que estava acontecendo, nunca teve coração para essas maldades, aquele momento ele estava despreparado pra aquilo, eu não me conformo de maneira nenhuma”, comentou.

 (Foto: Arquivo pessoal)
Valdinéia disse que a Polícia Civil já iniciou as investigações sobre o caso e espera que os culpados pelo crime sejam presos e respondam na justiça. Ela pediu também a que a população ajude o trabalho dos investigadores.  

“A Polícia Civil está trabalhando nisso e eles estão se empenhando muito, mas a população tem que ajudar, alguém tem que ter visto alguma coisa, alguém deve ter visto passar, por que tinha um morador esperando por ele pra descer com ele, e o morador percebeu que a moto não passou por ali, e ele começou a se preocupar, então ele viu o carro passando com ele. Hoje, eu quero muito essa justiça, meu pai trabalhou a vida inteira, nunca mexeu com ninguém, uma pessoa honesta”, concluiu.

Raimundo Marcelino de Carvalho tinha 73 anos, e no último sábado (24) completaria 74 anos de vida e 50 anos de casado. Raimundo deixa esposa, dois filhos, oito netos e dois bisnetos.



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