Elizângela faz reflexão comovente sobre a pandemia e os Festejos de São João Batista

Durante a celebração da Missa Solene da 61ª Festa de São João Batista, a secretária de educação de São João da Canabrava, Elizângela Santos, que integra o Coral, fez uma reflexão sobre a pandemia, o sentimento de ver a igreja vazia durante os festejos e ressaltou a alegria em estar viva, e que o verdadeiro cristão não pode ficar triste.

Elizângela fez reflexão sobre papel do cristão. Foto: Reprodução YouTube

"Hoje, diferente dos últimos 60 anos, celebramos a Festa do nosso Padroeiro São João Batista com essa igreja vazia e podemos com isso experienciar o quanto a situação pandêmica em que nos encontramos é triste e solitária, há 61 anos o povo dessa comunidade se reúne em torno desse grande santo numa expressão viva da fé iniciada por nossos antepassados e a cada ano cresce no fervor e na devoção, esse ano não foi possível a nossa reunião, mas a união dos nossos sentimentos e emoções é sentida por todos nós que hoje participamos presencialmente dessa liturgia, e pudemos sentir em cada espaço vazio dessa igreja a presença de todos os devotos e devotas de São João Batista. 

Eu poderia falar em nome de todos aqui presentes e dos que nos assistem, do sentimento de tristeza que nos envolve nesse momento, devido a nossa condição humana e de tudo que sentimos desde o dia 15 de junho até hoje, porém me nego a fazer isso com resignação, prefiro enfatizar que a alegria de estar vivo e de pertencer a uma comunidade, de ser católica, de ser um cristão autentico deve se sobrepor a qualquer circunstância que a vida nos apresente, o verdadeiro cristão não pode ser triste, somos anunciadores da boa nova, da alegria do evangelho de Jesus Cristo, precisamos também ressaltar que um ano sem celebrar em comunidade não pode sob nenhuma perspectiva enfraquecer a nossa fé e retirar de nós a alegria de viver a mais de meio século fazendo devoção de um santo que é para nós exemplo de força, coragem, intrepidez no anúncio daquele que ele precedeu é tempo de exercitarmos a nossa fé, de sermos resilientes. 

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