A suspeita dos moradores é de que alguém tenha espalhado pedaços de carne, presunto e mortadela envenenados para matar os animais.

Cão Charles pode ter sido envenenado. Foto: Arquivo pessoal 

Pelo menos 15 cães e gatos que viviam nos arredores do bairro Alto Bela Vista, na cidade de Fronteiras, a 410 km de Teresina, morreram nos últimos três dias com sintomas de envenenamento. O advogado Pedro Natan perdeu seu cão Charles, depois que o animal saiu de casa e voltou passando mal. O G1 não conseguiu contato com a Polícia Civil do município.

De acordo com o advogado Pedro Natan, ele chegava à sua casa na noite de segunda-feira (31) com sua avó, quando seu cachorro saiu de casa e já voltou passando mal. Ele tentou salvar o animal, mas não conseguiu.

“Ele saiu, andou um pouco, quando chamei para entrar ele já vinha se tremendo e a gente suspeitou de envenenamento, porque já tinha afetado o sistema nervoso. Chamei um amigo, demos carvão ativado, tentamos a lavagem [estomacal], mas ele não resistiu, morreu”, contou.

Pedro Natan e o cão Charles (em seu colo), que morreu em Fronteiras — Foto: Pedro Natan/Arquivo pessoal

Segundo o secretário de comunicação da cidade, José Clediomar, que mora próximo ao local onde o caso aconteceu, somente uma cadela que vivia na rua conseguiu ser salva.

“Eles cortaram cubos de mortadela, colocaram veneno e colocaram perto das lixeiras nas ruas, foi um verdadeiro caos. O cachorro de um vizinho foi o primeiro a morrer. Tinha outra cachorra que vivia na rua, quando a gente viu, ela estava agonizando. Essa conseguimos salvar. Demos a ela o nome de Esperança, porque ela foi a única que se salvou”, contou.

Pedro Natan contou que essa não é a primeira vez que isso acontece. “É uma coisa que não é a primeira vez que acontece em Fronteiras. No ano passado aconteceram vários envenenamentos, de gato, cachorro, animais de estimação. Eles jogam comida, petiscos, com chumbinho. O objetivo é matar os animais de rua espalhando mortadela com veneno”, lamentou.

Cadelinha que sobreviveu recebeu o nome de Esperança — Foto: Reprodução/TV Clube

Devido à pandemia, segundo Pedro Natan, os registros de boletim de ocorrência estão sendo agendados e somente na tarde desta quarta-feira (2) ele fará a denúncia do caso. Segundo ele, das outras vezes em que isso aconteceu, a polícia chegou a fechar comércios onde havia a venda de veneno.

O G1 tentou contato com a Polícia Civil da cidade, para saber se o caso já foi registrado por outros moradores, mas ainda não conseguiu.

"Hoje a sociedade se comove, conseguimos reunir as iscas, que eles jogam nas ruas, por cima dos muros. A gente fica na preocupação não só pelos animais, mas também por conta de crianças pequenas, que podem pegar e colocar na boca. Com fé vamos conseguir encontrar [quem fez isso] e punir no rigor da lei", declarou.

Fonte: Maria Romero / G1 Piauí 

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