Segundo a Polícia Civil, o policial estava envolvido em um esquema que adquiria carros mediante estelionato. Procurada, a PM-PI não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) — Foto: Júnior Feitosa/G1

O cabo da Polícia Militar do Piauí (PM-PI) Edvaldo Gomes Silva foi preso, na manhã desta sexta-feira (2), em Teresina, suspeito de envolvimento em um esquema criminoso que adquiria carros mediante estelionato para realização de roubos. De acordo com o Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), o policial deve responder por roubo e organização criminosa.

Procurada, a PM-PI não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Segundo a investigação, o policial militar participou de roubos ocorridos contra duas empresas. Uma delas teve um de seus almoxarifados roubados no dia 7 de abril e a outra teve sua sede roubada no dia 17 do mesmo mês.

Além do policial, Paulo Henrique Costa Dias, conhecido como Paulo Pintor, Wellyton de Sousa, Railton Uchôa de Carvalho e Francisco Miguel Vieira. E ainda, dois homens identificados até o momento como Charles da Silva Albuquerque e Francisco Marcelo de Sousa são apontados como integrantes do grupo criminoso.

De acordo com o coordenador do Greco, delegado Tales Gomes, os investigados trajavam fardas da polícia militar no momento do roubo em uma das empresas.

"Eles invadiram o almoxarifado da empresa e visavam subtrair cobre [metal] de lá. Eles usariam um caminhão para transportar o material. Mas não conseguiram e roubaram os coletes e revólveres dos seguranças”, informou o coordenador do Greco.


O esquema

De acordo com o Greco, os homens identificados como Charles da Silva e Francisco Marcelo adquiriam carros por um site de compra e venda pela internet mediante estelionato. Os veículos eram repassados a outros integrantes do grupo para a realização dos roubos.

Wellyton de Sousa , Railton Uchôa de Carvalho e Francisco Miguel Vieira, segundo o Greco, praticaram os roubos nas duas empresas e um furto ao Banco do Brasil de União, pelo qual foram presos, no dia 1º de maio.

Conforme o delegado Tales Gomes, as investigações constataram a participação do soldado da PM-PI Rafael Leal, que foi morto no dia 3 de julho. “Ele era uma das pessoas que organizava as ações criminosas”, afirmou o coordenador do Greco.

Após interrogatório, os presos serão transferidos para o sistema prisional.

Fonte: G1 PI 

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